Linha do tempo
Pesquisa realizada no período dejulho a setembro de 2005
Introdução
Este trabalho sobre a história do bairro Ellery, realizadopela Equipe de Pesquisa do Encontro Social do Bairro Ellery, foi iniciado noinício de agosto do ano presente e tem a intenção, não de esgotar, de concluiro que foi e o que é a história dos moradores, espaços físicos, instituições emovimentos sociais do bairro Ellery, mas de realizar um esforço, não sabemos seo pioneiro, de reconstituir histórias que se pensavam perdidas no esquecimento,na banalidade do dia-a-dia, no transcorrer de décadas- desejamos que esteseja não um ponto final, mas um ponto de partida para novasexperiências de descoberta, de outras histórias a se invesigar. Na nossa relaçãoda investigação do passado e do presente do bairro, e na relação entre ambosbuscando mudanças e continuidades, encontramos o sentido de pertencer a umlugar, ou a muitos, conhecendo-os com olhos mais aguçados, mais sensíveis, queenxergam longe, não só para o que existiu e não é mais, mas, principalmente,enxergando e caminhando para o futuro, e cuidando para que este seja melhor emais justo para todas as pessoas.
Metodologia e fontes
Como uma equipe debatemos o que faríamos e não faríamos, qual era anossa carga de experiência sobe a história do bairro, mas com a convicção deque um trabalho de pesquisa não se realiza com idéias pré-estabelecidas, mas serealiza na busca e na análise da busca. Partimos para a coleta de materiaisescritos sobre o bairro em vários períodos, como trabalhos e livros, além defotos. Nosso ponto de reflexão era o ano da fundação oficial do bairro, o anode 1956, daí estabelecemos que investigaríamos a vida da comunidade antes dafundação oficial e depois, chegando aos dias atuais. No início encontramosmuito pouco material escrito sobre a história do bairro, principalmente sobre ahistória mais remota, então partimos para o lado mais saboroso e escorregadioda pesquisa histórica: os depoimentos orais. Saborosos porque é fascinante serelacionar com alguém, no caso os moradores mais antigos, que nos traz àtona uma vida e uma comunidade que não vivemos, escorregadia porque a memóriaindividual, principalmente sobre décadas atrás, é falha e influenciadafortemente pelas convicções atuais dos entrevistados. Com o tempo conseguimosfotos, alguns escritos e muitos senhores e senhoras idosos, não tão idosos ejovens, que nos encantaram com o jogo de falar sobre a vida. Este foi o caminhodo nosso suado e prazeroso trabalho de pesquisa, que esperamos que continue aviver em seus ouvidos, bocas, corações e mentes.
Cronologia da história do Bairro Ellery
Final dos anos 40
O loteamento Parque Themóteo dáorigem as duas principais ruas daentão Vila Ellery: as ruas Major Veríssimo e Gilberto Câmara. Nas proximidades daAv.. Sargento Hermínio, na época apenas uma vereda que ligava os bairros MonteCastelo e Cachoeirinha, hoje Presidente Kennedy, passando nas Quatro Bocas,hoje Olavo Bilac, as famílias começavam a fixar residência, aí também havia a Hospedaria Getúlio Vargas,construída para atender aos retirantes que chegavam do interior do estadofugindo da seca, mas acabou servindo mesmo para alojar os desabrigados dascheias da época. O açude João Lopesera represado na, hoje, Av. Sargento Hermínio nas terras de Odete Pacheco,próximo ao forno crematório(hoje garagem da Expresso Guanabara), onde se colocava o lixo coletado emFortaleza, um açude que transbordava alagando os bairros Monte Castelo,Floresta, Brasil Oiticica (parte do Jacarecanga) e adjacências. Nesta década, eem outras depois, o açude serviu delazer para as pessoas da região, para banhos, pescaria em anzole landuá, e para as lavagens de roupa realizadas pelas “lavadeiras das cacimbas do João Lopes”,que deixavam as roupas estendidas às margens do açude, sem preocupação de quefossem roubadas, a água do açude era límpida servindo para o consumo daspessoas.
As ruas do bairro, hoje asfaltadas, eram veredas, muitas em meio ao mato,numa paisagem com muitos cajueiros,azeitoneiras e pitombeiras. Nesta época as terrasda região estavam nas mãos de poucos proprietários: no sentido oeste para lestehavia primeiro as terras da família Ellery, que deram nome à “vila” anterior aobairro, e ao próprio bairro, seguidas pelas terras de Odete Pacheco, e pelasterras de Juvenal de Carvalho, proprietário da Maternidade Juvenal de Carvalho,próximo à av. Bezerra de Menezes.
1946- O açude JoãoLopes arromba, levando prejuízo aos moradores da região.
Notíciado jornal O POVO de 3 de maio de 1948 dizia que na Vila Santa Maria (próximo ao bairroMonte Castelo) ‘‘nada menos que 200 casas foram inundadas entrando pelosquintais e saindo pela porta da rua a água levada de roldão, encaixerandogalinhas, gatos, cachorros, porcos e outros animais domésticos.’’. Isto numamanhã em que Fortalezaamanheceu inundada: “Famílias inteiras’’ saíam de casa procurando lugares maiselevados. ‘‘Grupos de pessoas com enxadas, latas, vasilhames, pás, etc., aabrirem regos para dar vazão a água.’’.
1949- 200 soldados do Exército foram acionados nos primeirossocorros das vítimas das inundações provocadas pelo açude João Lopes, ''talvez tenhasido a maior chuva caída em Fortaleza nos últimos dez anos'', anunciava O POVO em 6 de maio de 1949 sobre atempestade iniciada na noite anterior. Foi chamada de minidilúvio. Da ruaGovernador Sampaio à Prainha do Arraial Moura Brasil, passando pela Barra doCeará, Pici, Parque Bela Vista e São João Tauape, ''as águas invadiram tudo''.Na tragédia, ruas alagadas, casas em ruínas e centenas de famílias desabrigadas. Abrigadas, aliás, pela hospedariaGetúlio Vargas - por ironia, um lugar mantido pelo Estado para acolher os quefugiam da seca.
''As ruas centrais não escaparam, todas elas, principalmente a Major Facundoeram vertiginosas correntezas (...). (No parque das Crianças), grupos de moçase rapazes, tripulando duas canoas, remavam por entre os bancos e canteiros dosjardins''.
O jornal apresentava dois índices pluviométricos diferentes para aquela data.Ainda na manchete, a informação: ''até as 10 horas de hoje choveu em Fortaleza 270 mm''. O que se igualariaao volume da chamada ''chuva do século'', no ano de 1997. No texto, outro dadoé divulgado: ''Segundo o Pluviômetro do Serviço de Meteorologia choveu 250 mm''.
Década de 50
Os terrenos próximos ao açude João Lopes começam a ser loteados, havia muitas cercas para que não ocupassem asterras sem comprá-las, sendo que os compradores com maior condição financeiracompravam os terrenos mais elevados, para tentar escapar dos problemas trazidospelo transbordamento do açude. Aos ocupantes mais pobres ocorria, inclusive, adiscriminação dos moradores da região da RFFSA, chamando os que moravam muitopróximo do açude de “bichos-de-pé”,os mais abastados proibindo até os filhos de jogarem futebol com aqueles. A energia elétrica para esta regiãovinha da Brasil Oiticica empostes de madeira, umadas poucas empresas da região na época, que beneficiava a oiticica em óleo,sendo que era um serviço muito deficiente, uma luz muito fraca, mais parecidacom o luzir de lamparinas.
Para o lazerhavia muitos campos de futebol,como o Campo do Iracema e do JK, próximos onde hoje estão a rua Raquel Holandae o Pólo de Lazer Alagadiço, e o Campo do Cruzeiro ao lado de onde hoje está aPraça Manoel Dias Macedo; as casas dejogos da família Paixão (dona também de hortas pelo bairro), o Forró do Humaitá, que ficava ondehoje está o Conjunto Habitacional Cidade Alta, as afamadas tertúlias, as quermesses, que eram festasdançantes, com barracas, onde as músicas eram tocadas nas radiadoras, havia a disputa dospartidos azul e vermelho e os carnavais,onde as pessoas usavam qualquer roupa e arremessavam maisena umas nas outras.
Naquela época a rua Safira era chamada de “Piçarra”, por causa do materialavermelhado de que era composta, lá passavam ônibus com uma certa cobertura delona. As moças tinham medo dos “rabos-de-burro”,estupradores que ficavam à espreita, sendo recomendado andar acompanhada depai, irmão ou marido. As pessoas iam às missasno Instituto das Irmãs, no bairro São Gerardo, e na Igreja N.ª Sr.ª do PerpétuoSocorro, no bairro Carlito Pamplona. As compras eram feitas na “feira de segunda-feira”, no lugaronde hoje está o Mercado do Carlito Pamplona, não havia mercados no bairroEllery, apenas pequenas mercearias, então lá se abastecia de tudo.
1956- Em 31 de dezembro a Vila Ellery passa a bairro Ellery oficialmente,através da Câmara de Vereadores da época, no governo do prefeito AcrízioMoreira da Rocha. Ficando com os seguintes limites: a oeste, rua Melo Gusmão,no bairro de Monte Castelo; a leste, Av. Dr. Theberge, no Bairro de Floresta;ao sul, Av. Sargento Hermínio, no bairro de São Gerardo; e ao norte, Av.Tenente Lisboa, no bairro de Carlito Pamplona. Neste ano também foi fundado oConselho do Bairro, onde moradores como D. Norma, João Dias, Manoel Nascimento,José Ivan, entre outros, se reuniam no Grupo Escolar Honório Bezerra para seorganizar por melhorias para o bairro, e que faziam quermesses e bingos, conquistarammelhorias como calçamento para as ruas e melhor serviço de transporte coletivo.
Nofinal dos anos 50, o Estado do Ceará sofreu uma das maiores secas até então registradas,o que acarretou a ocupação mais intensa de favelas como: Pirambú, Lagamar eVerdes Mares.
Década de 60
Para resolver o problema da luz elétrica ineficiente os moradoresnegociam com a CONEFOR,responsável pelo abastecimento de energia elétrica no início da década de 60, melhores instalações para os quemoravam as beiras do açude João Lopes, o que incluiu postes de cimento etransformadores, isto em 1962.No serviço de educaçãohavia a Escola Estadual Honório Bezerra, fundada em 1964, chamada na época de “Grupo” Honório Bezerra, era aescola mais procurada na época, com o que hoje corresponde ao ensinofundamental, na época ensino primário – próximo a esta escola foi instalado oChafariz, uma das primeiras obras de interesse público do bairro, servindo aoabastecimento de água potável aos moradores, também havia a “Escola do SeuFirmino”, escola particular que funcionava na esquina da rua Major Veríssimocom avenida Tenente Lisboa, e a escola que funcionava no Instituto das Irmãs.
Por volta de 1969,o lazer diário era aida das famílias assistir a TV pública,em preto-e-branco, que ficava ao lado do Grupo Escolar Honório Bezerra, iamassistir novelas e programas como a “Família Trapo”. Havia o forró no CREVE (Clube Recreativo e EsportivoVila Ellery) e ainda os muitos campos de futebol, que aumentavam em número,pois o açude ia secando e as pessoas construíam campos.
1962- No dia primeiro de janeiro os moradores do Pirambu realizaram umamarcha até o Centro de Fortaleza, com a participação de mais de 30 mil pessoas,no sentido de evitar a desapropriação da área que vinha sendo ameaçada comvárias tentativas de expulsão dos moradores.
Década de 70
Os governantes da época, com a corriqueira situação de transbordamentodo açude João Lopes e alagamento da região que o rodeava, no caso o bairroEllery, a realizar a canalizaçãoe conseqüente desobstrução do açude, os trabalhos começaram em 1972 e foram concluídos dois anosdepois. O serviço de saúde públicaera inexistente no bairro, mas havia as parteiras-enfermeiras,formadas na experiência e na necessidade da comunidade, como no caso da D.Maria de Jesus, conhecida carinhosamente como “Mãe de Jesus”, que morava portrás do “Grupo” Honório Bezerra. Havia também as rezadeiras que realizavam umimportante trabalho de informação sobre prevenção de doenças e mortalidadeinfantil, mas nos casos graves, com grande dificuldade, deviam se locomover aosjardins do Teatro José de Alencar, onde funcionava a SANDU, uma espécie de pronto-socorro da época.
Sobre a segurança públicahavia construção das Subdelegacias,isto por volta de 1968-70,sob o comando do General Manuel Cordeiro Neto, espécie de secretário desegurança pública da época, possuía o apelido de “lata furada”, pois suapolítica era de colocar aqueles que cometiam pequenos delitos, como embriagueze desordem, para ajudar na construção dos prédios das subdelegacias, à moda daépoca, de terno de linho e gravata, os homens carregavam latas furadas cheiasde barro no ombro, saindo imundos da labuta. Em 1974 é fundada a EscolaProfessor Martinz de Aguiar, primeiro com tele-ensino, e depois,com ensino de 1ª a 8ª séries, e em 1976foi inaugurado o Centro Interescolarde 1º Grau Dona Creusa do Carmo Rocha, para atender aos alunosde 5ª a 8ª séries com seus diferentes cursos profissionalizantes. Haviatrabalho na Brasil Oiticica (fábrica de castanha), Mecesa (metalúrgica) eThomás Pompeu (tecelagem).
Na primeira chuva da década de 70, em 21 de janeiro, o jornal O POVOregistrou 116 telefones ficaram paralisados, pane no fornecimento de energia ea denúncia da precariedade do sistema de esgotos. ‘‘Toda vez que chove, ahistória já saturada se repete’’, avaliava o jornal em 11 de junho de 1973. E conclui: ‘‘Sem a mínimainfra-estrutura para enfrentar aguaceiros (...) a Capital cearense ficaprisioneira das águas’’. Famílias desabrigadas e inundações nas margens dosleitos de rios e riachos foram conseqüências da ‘‘maior chuva do século XX’’,em 3 de junho de 1977.Mas a precipitação de ‘‘quase’’ 200mm não seria realmente a maior do século, apesar de tercausado estragos comparados aos de um ‘‘minidilúvio’’.
No fim dos anos 70, a FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social eEducacional) começa sua atuação nos movimentos de bairros.
Década de 80
Nesta época os membros do Conselho do Bairro lutam por duas conquistas:a construção de uma paróquiapara o bairro e a construção de uma associaçãodo bairro, para organizar e mobilizar para novas conquistas demelhorias para a comunidade. Inicia-se também a luta por terra e moradia nobairro, através de diversas ocupações organizadas, que viria a ser a principalmarca da luta social local.
1982- É criada a Federaçãode Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF).
1984- Primeira ocupaçãode terra do bairro.
1985- Maria LuízaFontenele (PT) é a primeira prefeita após o longo de governosmilitares ditatoriais no país, onde foram extintas as eleições diretas paracargos políticos públicos. Esta gestão foi sensível a questão de luta pormoradia na comunidade.
1986- Fundação da Associação Comunitária do Bairro Ellery.
A ocupação do terreno próximoao açude João Lopes por 500 famílias.
1987- Programa do leite do governo do presidente José Sarneyfica a cargo, no bairro, da ACBE.
Reivindicação para a construção do posto de saúde.
Manifestação de panelas vazias por emprego e renda.
1988- A luta nacional pela Assembléia Nacional Constituinte, para a criação de uma nov constituiçãopara um país que deixava de ser governado por ditadores militares.
1989- A invasão de terra para a construção de creche.
Décadade 90 e início do século XXI
A ocupação desordenadade Fortaleza ganha velocidade na década de 90. O processo de favelização se agrava e,conseqüentemente, os problemas em áreas ribeirinhas, que passam a serhabitadas, transformando-se em áreasde risco, nisto se percebe que a questão da falta de acesso àterra e moradia aflige a maioria da população da capital, sendo que a onda deocupações de terra no bairro Ellery prossegue nesta década, sendo que esta lutaorganizada rendeu ao bairro o status de bairro que mais conquistou conjuntoshabitacionais no estado. Na década, um marco: a chuva de 270milímetros, em 24 de abril DE 1997, considerada a maior do século XX. Com ela,desabrigo e desespero, previsíveis. Quatro dias depois, o balanço: 2.675desabrigados, nove ruas e avenidas precisando ser restauradas, 35 bairros comproblemas de desabamentos, alagamentos e erosão. ‘Cresce em 67% ocupantes deáreas de risco (em um ano), informava O POVO em 1º de fevereiro de 1998 sobre olevantamento da Defesa Civil do Estado. Em 1998: 9.556 famílias e 47.800pessoas atingidas pelas chuvas.
O açude João Lopes , agora um canal, mais parece uma fossa a céuaberto, dada a poluição do local, pois muitos moradores jogam dejetos no canaldesde algumas décadas antes. Os que moram próximo do canal reclamam domau cheiro e das chuvas de muriçocas que invadem as casas. O lazer conta com o Pólo de Lazer Alagadiço, que fica naAv. Sargento Hermínio, com o futebol na areia, a pista de skate, a pista de bicicross improvisada e a “feira dosbichos” aos domingos, durante a semana há as caminhadas e os namorados, que seaventuram no perigo noturno do pólo. Outro lugar muito movimentado é a Praça Manoel Dias Macedo, conhecidapor “pracinha” ou “praça da Igreja”, onde ficam a paróquia do bairro e aAssociação Comunitária do Bairro Ellery. As pessoas não vão à festas em clubesno bairro, eles não existem mais, agora vão à festas em casas de showespalhadas pela cidade.
Muitas entidadese associações surgem,como: Associação Com. Vida Nova do B. Ellery, Associação Cristã do B. Ellery,Associação de Moradores do B. Ellery e Monte Castelo, Associação Habitacionaldos Moradores do Conjunto Vila Ellery, Sociedade Habitacional Vila Ellery,entre outras. No campo religiosonão há apenas religiosos católicos, há evangélicos, espíritas, etc.
1990- Implantação da Creche Favo de Mel na ACBE.
1992- Criação do Posto de Saúde Dr. Paulo de Melo Machado.
1993- Ocupação de terra no Monte Castelo e início da construçãodo 1º mutirão no bairro Ellery para 35 famílias.
Desenvolvimento da RádioMandacaru FM, importante pela realização e luta por umacomunicação para a sociedade, feita pelos meios de comunicação, maisdemocrática e descentralizada, não apenas feitas por um pequeno grupo degrandes empresas de telecomunicação que visam apenas a audiência e criação delucro, promovendo uma desqualificada comunicação para as massas, rádio onde osprotagonistas eram operários, jovens, mulheres, todos convertendo-se emcomunicadores populares e dos populares, pois a integração rádio/comunidade éum dos principais objetivos.
1994- Ocorre nas ruas do bairro Ellery o 2º Grito dos Excluídos, evento anuale nacional, promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) ediversos movimentos sociais, que coloca em questão a necessidade de sociedadesmenos desiguais e mais fraternas, colocando no centro da discussão aauto-organização dos mais desamparados socialmente por esses objetivos.
1995- A construção de casas em regimede mutirão no Monte Castelo.
Início da construção de casas em regime de mutirão no Padre Andrade.
Feirinha cultural aos sábados na Praça da Igreja.
1997- Construção de casas em regime de mutirão no Curió.
Grandes cheias do açude João Lopes, a população vai às ruas em protesto por melhor moradia e saneamento básico.
2005- Realização do 1ºEncontro Social do Bairro Ellery, com a participação dediversas organizações populares (comunitárias, culturais, de segmentos, ONGs,etc.) e instituições educacionais e religiosas.
Fortaleza,Ceará, segundo semestre de 2005.
Equipe da pesquisa:Clarice Araújo, Dôra Silva, Raul Campos e Tiala Lima..
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