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Escrever qualquer coisa hoje devia ser só com a palavra acabou. Porém não é um acabou de glória, mas de angústia e derrota mesmo. Somos muito superiores a outros times de futebol, só quem não vê isto são os técnicos e devemos reconhecer que já fomos melhores. O intercâmbio globalizado facilitou outras praças avançarem e o que vemos são jogadas bem constituídas e nossos jogadores prestando atenção no que eles fazem.
Na década de cinquenta e sessenta era quase unanimidade éramos nós; a Argentina corria paralela e não demorou ela ter um jogador polêmico, mas que ganhava notoriedade até ser comparado a Pelé, leso engano. Estamos desclassificados desta copa. Devíamos voltar de cabeça erguida, mas com tantos erros primários, principalmente no segundo tempo do último jogo, pagamos caro de mais. É uma explicação para o Dunga e sua comissão técnica. O certo é que estamos fadados a não vencer tudo. Ganhamos a Copa América, a Copa das Confederações e nos classificamos em primeiro lugar e antecipadamente para esta copa, agora finita. Há uma justificativa para tudo, a final da copa das Confederações foi contra uma África do Sul que não chegou nem às oitavas e final.
As explicações são inevitáveis, todavia o torcedor brasileiro jamais vai aceitar uma melancolia deste tamanho e durante uma copa do mundo de Futebol. É claro que nem tudo acabou, o que não nos falta é título e como não é para ganharmos tudo, os reis do futebol deram um basta, mesmo sabendo que temos potencial para superar qualquer fracasso. Essa história de ser superior não cola. Temos que admitir que o tal fracasso nos acompanha em quatorze das dezenove edições do campeonato mundial de futebol, hoje cognominado de copa da FIFA.
A certeza de que na próxima copa seremos os melhores está estampada na cara de todos, mesmo faltando quatro anos, simplesmente pelo fato de ser aqui.
Uma vez organizei um campeonato de sinuca e acabei ficando em segundo lugar, os amigos me gozaram dizendo que eu era diferente do Brasil e que eu preparava o campo para os outros, o que fazer se eu não era tão bom quanto o campeão?
Que o próximo técnico comece a convocar jogador atuando no Brasil, os de lá não têm mais pátria. O bom é que seja mesclado, inclusive separando os mais valentes e estúpidos, futebol é técnica e jogo de cintura.
Campeão só tem um e questionar ser ou não ser tem que ser durante a competição, vence o melhor.
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