
Acabo de completar vinte e seis anos de companheirismo conjugal, com uma
pessoa muito especial, para a minha vida. No inicio parecia uma
brincadeira, como já havia acontecido com outras meninas com quem me
relacionei.
Não era uma brincadeira e dois anos depois se confirmava a seriedade e a
longevidade de nosso caso, nascia o primogênito Edson, o que acabou por
nos levar ao cartório civil e oficializamos o matrimônio.
A vida dá muitas voltas e já no Ceará nasce André, encerrando, com muita
satisfação, a nossa linhagem de segunda geração e descendência que
propúnhamos.
Mas a vida a dois não é fácil, além dos pequenos conflitos caseiros, a
situação financeira é um detalhe a parte, que, mal administrada, pode
levar o casal à banca rota. Tudo depende da percepção feminina, quando
ela só cuida dos interesses do lar.
A minha esposa tem sido de uma compreensão exemplar, fazendo com que os
centavos a menos no dia-a-dia não afete a harmonia conjugal. Para si bem
que ela podia exigir uma fatia considerável do orçamento, não exige e
seguimos com as dificuldades costumeiras, defendendo nosso patrimônio e
vivendo com o que sobra das dívidas e das despesas extras e, portanto
inevitáveis.
Os muitos anos de nossa convivência, digo muitos porque nos tempos
atuais não é comum se passar dos dez anos de casamento, é claro que
premia os dois, marido e mulher, além dos dois filhos que sempre se
sentem mais confortáveis vivendo ao lado dos pais.
Os sentimentos alados são os responsáveis por manter uma família unida.
Tirando aí os pequenos desentendimentos e um cedendo na hora certa, o
tempo passa até sem se sentir, embora, olhando para trás se vê um longo
caminho percorrido com altos e baixos, mas valendo a pena viver a dois.
Viver sem se complicar, eis o fator preponderante para seguir de bem com
a vida.